Sou forasteiro aonde vá
Não importa onde esteja
Nunca estou realmente lá -
Sou forasteiro até em casa
Não sou visto por bons olhos
Ou ouvido por bons ouvidos
Os meus únicos carinhos
São pauladas e espinhos
Aos ricos resta o ouro
Aos fracos, o seu choro
Mas o que meu peito regreta
Meu olho já não mais secreta
No meu terno de agulhas
Recheadas de morfina
Não sinto nenhuma dor
Não sofro nenhum amor
Dizem que não vale nada
Uma vida anestesiada -
Quem espera e não se cansa
Vez ou outra até alcança
Mas chegar lá não vale de nada
Se sou pra sempre forasteiro
No coração da minha amada
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Um Ode à Divinópolis
No topo da Primeiro de Junho
Tem bebida à baixo custo
O cigarro de palha é o mesmo
Mas a dose da noite não é
E domingo, sob o sol de rachar
Tem sempre alguém pra te salvar
Vamos todos para trás do pódio
Que lá é bom de carburar
Na praça das bads eternas
Tem sempre umas menininhas
Um açaí pra esfriar a cuca
E um nóia filho da puta
Não sei se já lhe disseram -
Do Centro-Oeste somos capital
Temos sala de cinema no Shopping
E até coluna social
Mas se tentarem me desmentir
Já adianto que será em vão
Pois à Princesa d'Oeste
Entreguei meu coração
Sei que essa terra vermelha
Vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se
Uma imensa BH
Tem bebida à baixo custo
O cigarro de palha é o mesmo
Mas a dose da noite não é
E domingo, sob o sol de rachar
Tem sempre alguém pra te salvar
Vamos todos para trás do pódio
Que lá é bom de carburar
Na praça das bads eternas
Tem sempre umas menininhas
Um açaí pra esfriar a cuca
E um nóia filho da puta
Não sei se já lhe disseram -
Do Centro-Oeste somos capital
Temos sala de cinema no Shopping
E até coluna social
Mas se tentarem me desmentir
Já adianto que será em vão
Pois à Princesa d'Oeste
Entreguei meu coração
Sei que essa terra vermelha
Vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se
Uma imensa BH
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Não Vou Desistir (Do Que Interessa)
Não diga-me para não ter medo
Se é você quem está bêbado
E que tudo vai ficar bem
Se para você tudo está bem
Então, sem mais demora
Traga mais uma garrafa
E toque fogo no baseado -
Eu tô cansado pra caralho
Manter essa amizade é tarefa árdua
Pois à boca já não resta água
E a sede não se mata na lágrima
Ando pensando em desistir da gente
Só me falta mesmo um incentivo
Já que desisto de tudo mesmo
Talvez desista de ser seu amigo
Talvez desista de ter tanto juízo
Talvez desista de te amar
Mas de amor e vício, meu amigo
A gente não desiste nunca
E se eu bem me conheço
Já sei que não vou nem tentar
Se é você quem está bêbado
E que tudo vai ficar bem
Se para você tudo está bem
Então, sem mais demora
Traga mais uma garrafa
E toque fogo no baseado -
Eu tô cansado pra caralho
Manter essa amizade é tarefa árdua
Pois à boca já não resta água
E a sede não se mata na lágrima
Ando pensando em desistir da gente
Só me falta mesmo um incentivo
Já que desisto de tudo mesmo
Talvez desista de ser seu amigo
Talvez desista de ter tanto juízo
Talvez desista de te amar
Mas de amor e vício, meu amigo
A gente não desiste nunca
E se eu bem me conheço
Já sei que não vou nem tentar
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Para as Meninas Que Não Tem Ninguém
A princesa mais linda
Mais brihante e elegante
Ordenou construirem uma torre
Que subisse até as nuvens
A cercou de atiradores
Dragões e batalhões
Cercou-a de perigos
De monstros e inimigos
E entre as nuvens se trancou
Para nunca mais descer
Mas lá em cima, tão sozinha
Gritou ao seu amor -
Por que não sobe até aqui
Se eu quero ser sua menina?
Mais brihante e elegante
Ordenou construirem uma torre
Que subisse até as nuvens
A cercou de atiradores
Dragões e batalhões
Cercou-a de perigos
De monstros e inimigos
E entre as nuvens se trancou
Para nunca mais descer
Mas lá em cima, tão sozinha
Gritou ao seu amor -
Por que não sobe até aqui
Se eu quero ser sua menina?
Filme Triste
Se lhe bebo, beijo e faço rir
Não se engane, meu amor -
Somos aquilo que somos
Entre quatro paredes
Choro; grito; me drogo
Mas não se assuste, meu amor
Com esse filme em preto e branco
Todos os melhores são assim
Exceto esse, que é só tristeza
Sempre acaba sem final
Não se faça mal, meu amor
Não se obrigue a assistir
Esse tratado de monotonia
Não se prenda ao camarote -
Pois ao fantasma da ópera
Falta até o ânimo
Para lhe assombrar
Pois tudo que nos resta
É um botão de pausa
E um dedo a coçar
Não se engane, meu amor -
Somos aquilo que somos
Entre quatro paredes
Choro; grito; me drogo
Mas não se assuste, meu amor
Com esse filme em preto e branco
Todos os melhores são assim
Exceto esse, que é só tristeza
Sempre acaba sem final
Não se faça mal, meu amor
Não se obrigue a assistir
Esse tratado de monotonia
Não se prenda ao camarote -
Pois ao fantasma da ópera
Falta até o ânimo
Para lhe assombrar
Pois tudo que nos resta
É um botão de pausa
E um dedo a coçar
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Queria Ser Uma Gostoza
Às vezes, todo santo dia
Eu queria ser uma gostosa
Ser esperta que nem marmota
E só usar usar calcinha rosa
Ah, se eu fosse uma gostosa com z
Daquelas mais maior de boa
Até os gramáticos apáticos
Perdoariam minha escrita tola
E todo santo dia eu reclamaria
Pois sei que todos me escutariam
E também nunca me redimiria
Com aqueles que feri um dia
Qualquer besteira que dissesse
Ou coisa tosca que fizesse
Seria no mesmo instante
Taxado de fascinante
Quem precisa ser interessante?
Tenho dois melões saltitantes
Com eles, governaria totalitária
Uma legião de pessoas falhas
Cuspiria em cada um, com gosto
Depois pediria por um beijo no rosto
Mas para minha desalegria, sou homem
Não reclamo, não choro, não como
Não amo e nem tenho nome
A única coisa que me move
É a dor que me consome
Eu queria ser uma gostosa
Ser esperta que nem marmota
E só usar usar calcinha rosa
Ah, se eu fosse uma gostosa com z
Daquelas mais maior de boa
Até os gramáticos apáticos
Perdoariam minha escrita tola
E todo santo dia eu reclamaria
Pois sei que todos me escutariam
E também nunca me redimiria
Com aqueles que feri um dia
Qualquer besteira que dissesse
Ou coisa tosca que fizesse
Seria no mesmo instante
Taxado de fascinante
Quem precisa ser interessante?
Tenho dois melões saltitantes
Com eles, governaria totalitária
Uma legião de pessoas falhas
Cuspiria em cada um, com gosto
Depois pediria por um beijo no rosto
Mas para minha desalegria, sou homem
Não reclamo, não choro, não como
Não amo e nem tenho nome
A única coisa que me move
É a dor que me consome
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Homem de Verdade
Ela vive me dizendo -
Quero um homem de verdade
Homem de verdade
É aquele que não mente
Não minto -
Eu te amo.
Quero um homem de verdade
Homem de verdade
É aquele que não mente
Não minto -
Eu te amo.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Café Sem Açúcar
Sou café preto, sem açúcar
Chá de boldo que não cura
Mas se ao me provar
Lhe amargo até a alma
A culpa devida é da vida -
Se esqueceu de me adoçar
E se ainda tira o pouco
De doçura que restava
Como é que ainda reclama
Se digo-lhe que não me ama?
Me chupou feito pedaço de cana.
E depois?
Diz que que gosta é do bagaço
Mas eu e você sabemos -
É só disfarce pro seu asco
Ainda assim, vou me espremer
Sabendo que vou sentir dor
Sabendo que não há mais garapa
Pra destilar um outro amor
Chá de boldo que não cura
Mas se ao me provar
Lhe amargo até a alma
A culpa devida é da vida -
Se esqueceu de me adoçar
E se ainda tira o pouco
De doçura que restava
Como é que ainda reclama
Se digo-lhe que não me ama?
Me chupou feito pedaço de cana.
E depois?
Diz que que gosta é do bagaço
Mas eu e você sabemos -
É só disfarce pro seu asco
Ainda assim, vou me espremer
Sabendo que vou sentir dor
Sabendo que não há mais garapa
Pra destilar um outro amor
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Um Dia, Quem Sabe
Quem sabe um dia eu tenha a sorte
De me jogar em uma carreta
E morrer só o bastante
Pra você ver o quanto
Gostava de mim
Quem sabe um dia eu tenha a sorte
De quebrar minhas duas pernas
Pra não ter que trabalhar;
Me profissionalizar
Na arte de coçar
Quem sabe um dia eu tenha a sorte
De achar no amor a redenção
E na morte a salvação
Quem sabe um dia, só um dia
Eu tenha a sorte de não precisar
De tanta merda pra poder ser mais feliz
De me jogar em uma carreta
E morrer só o bastante
Pra você ver o quanto
Gostava de mim
Quem sabe um dia eu tenha a sorte
De quebrar minhas duas pernas
Pra não ter que trabalhar;
Me profissionalizar
Na arte de coçar
Quem sabe um dia eu tenha a sorte
De achar no amor a redenção
E na morte a salvação
Quem sabe um dia, só um dia
Eu tenha a sorte de não precisar
De tanta merda pra poder ser mais feliz
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Flor da Minha Vida
Queria só pra mim o perfume
Dessa flor que todos cheiram
Aquela que de tão cheirada
Sempre acaba machucada
Entrega tão fácil o seu pólen
A qualquer abelha sem mel
Que entrega-se aos cuidados
De tão grosseiros jardineiros
Que apesar dos seus anseios
Sempre esquecem de regar-lhe
Essa flor que de tão linda
Diz que quer ficar sozinha,
Diz que não quer ser buquê
Mas cuidado, flor mais linda
Vai terminar sem doçura
Sem perfume, sem ternura
Aproveita enquanto pode
Pois a chuva sempre chega
Vê se não se esquece -
Até a mais bela das flores
Um dia padece.
Dessa flor que todos cheiram
Aquela que de tão cheirada
Sempre acaba machucada
Entrega tão fácil o seu pólen
A qualquer abelha sem mel
Que entrega-se aos cuidados
De tão grosseiros jardineiros
Que apesar dos seus anseios
Sempre esquecem de regar-lhe
Essa flor que de tão linda
Diz que quer ficar sozinha,
Diz que não quer ser buquê
Mas cuidado, flor mais linda
Vai terminar sem doçura
Sem perfume, sem ternura
Aproveita enquanto pode
Pois a chuva sempre chega
Vê se não se esquece -
Até a mais bela das flores
Um dia padece.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Um Retrato em Preto e Branco
Quero um retrato em preto e branco
De cada riso e cada pranto
Quero tanto, tanto
Você não imagina o quanto
Uma câmera que não vê cara
Que só vê coração
Pra no meu terno barato
Te entregar carimbado
Um retrato daquilo
Que não foi falado
Pra em cada beijo molhado
E cada sorriso afável
Ter uma foto em P & B
Eternamente irrevelável
De cada riso e cada pranto
Quero tanto, tanto
Você não imagina o quanto
Uma câmera que não vê cara
Que só vê coração
Pra no meu terno barato
Te entregar carimbado
Um retrato daquilo
Que não foi falado
Pra em cada beijo molhado
E cada sorriso afável
Ter uma foto em P & B
Eternamente irrevelável
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Essa Gente Venérea
Pra mim pouco importa
Como os outros amam
Amaram ou deixam de amar
Essa gente é toda tão genérica
É tão escrota, venérea
Precisam mesmo é de uma boa dose
De algum destilado anti-comercial
Precisam mesmo é de coragem
Pra mandar isso tudo
Mandar todo mundo
Tomar no cu
Coragem pra fazer certo
Mas não do jeito esperado -
Coragem pra amar errado
Ter um amor doido, despirocado
Pular de ponta na areia,
Dar de cara no muro,
Chutar tijolo
Coragem pra ficar louca,
Ficar louca demais
Ficar louca o bastante
Pra gostar de mim também
Como os outros amam
Amaram ou deixam de amar
Essa gente é toda tão genérica
É tão escrota, venérea
Precisam mesmo é de uma boa dose
De algum destilado anti-comercial
Precisam mesmo é de coragem
Pra mandar isso tudo
Mandar todo mundo
Tomar no cu
Coragem pra fazer certo
Mas não do jeito esperado -
Coragem pra amar errado
Ter um amor doido, despirocado
Pular de ponta na areia,
Dar de cara no muro,
Chutar tijolo
Coragem pra ficar louca,
Ficar louca demais
Ficar louca o bastante
Pra gostar de mim também
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
E o Carnaval Termina
Minha paz dura apenas
Até o próximo conflito
A paixão só queima
Enquanto há combustível
Pontualmente, às oito
A gente bate o ponto
O Carnaval se vai
E o açoite lá vem
E quando o peito já não pesa,
O amor não mais lancina
Não se surpreenda -
A vida também termina
Até o próximo conflito
A paixão só queima
Enquanto há combustível
Pontualmente, às oito
A gente bate o ponto
O Carnaval se vai
E o açoite lá vem
E quando o peito já não pesa,
O amor não mais lancina
Não se surpreenda -
A vida também termina
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