Às vezes, todo santo dia
Eu queria ser uma gostosa
Ser esperta que nem marmota
E só usar usar calcinha rosa
Ah, se eu fosse uma gostosa com z
Daquelas mais maior de boa
Até os gramáticos apáticos
Perdoariam minha escrita tola
E todo santo dia eu reclamaria
Pois sei que todos me escutariam
E também nunca me redimiria
Com aqueles que feri um dia
Qualquer besteira que dissesse
Ou coisa tosca que fizesse
Seria no mesmo instante
Taxado de fascinante
Quem precisa ser interessante?
Tenho dois melões saltitantes
Com eles, governaria totalitária
Uma legião de pessoas falhas
Cuspiria em cada um, com gosto
Depois pediria por um beijo no rosto
Mas para minha desalegria, sou homem
Não reclamo, não choro, não como
Não amo e nem tenho nome
A única coisa que me move
É a dor que me consome
2 comentários:
Tocante os 2 últimos versos: "A única coisa que me move é a dor que me consome".
E não é assim com todos nós?
Sim, acho que é isso faz a gente gente. Triste.
Postar um comentário