Essa menina tá sozinha,
Essa menina não tem ninguém -
Coitadinha dessa menina
Leia bem esse sorriso
Leia bem por entre as linhas
Desse rosto moreno
Essa menina tão linda
Que se arruma e se perfuma
Parece leve como pluma
Mas por dentro, moribunda
Seu peito se afunda
Apesar de tantos amigos
Tantos homens e meninos
Se acha muito esquisita -
E nem sequer despista
Essa menina, pobrezinha
Ainda tem que perceber -
A beleza que importa
Encontra-se atrás da porta
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
Uma Aliança de Latão
Nesse canto qualquer de asilo
Lembro meus anos de brilho.
Tantas memórias folheadas
À ouro, café e lágrima
Faltou-me a intrepidez
De me entregar inteiro -
Nunca tive o arrojo
De roubar-lhe um beijo
Amei todas de longe, calado -
Não sei como é ser amado
Não era bonito, mas mesmo assim
Não haviam mil garotas afim
Nunca fui sentimental
Muito menos racional
Nunca fui reacionário
Antes fosse conformado
Com o que me foi dado -
Uma jóia de ouro maciço
Mas cuidado, meu amigo
Por debaixo desse brilho
Há a dor de uma vida
Que não fora vivida
Lembro meus anos de brilho.
Tantas memórias folheadas
À ouro, café e lágrima
Faltou-me a intrepidez
De me entregar inteiro -
Nunca tive o arrojo
De roubar-lhe um beijo
Amei todas de longe, calado -
Não sei como é ser amado
Não era bonito, mas mesmo assim
Não haviam mil garotas afim
Nunca fui sentimental
Muito menos racional
Nunca fui reacionário
Antes fosse conformado
Com o que me foi dado -
Uma jóia de ouro maciço
Mas cuidado, meu amigo
Por debaixo desse brilho
Há a dor de uma vida
Que não fora vivida
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Ouro dos Tolos
Sou um tolo, meu amor -
E seu amor é o meu ouro
Dói-me fundo ver-te assim
Buscando arrego no peito
De cada homem em cada esquina
Pois quando a noite acaba
E os cigarros se apagam
Já não lhe restam afagos
Então seu corpo cansado
Logo regressa ao meu quarto
E me barganha um abraço
Resisto, magoado
Mas quase sempre me entrego
Ao seu amor insensato
Sou um tolo, meu amor -
Mas todo tolo descobre
O valor de seu ouro
Realmente, que pena -
Vale menos que a pena
E seu amor é o meu ouro
Dói-me fundo ver-te assim
Buscando arrego no peito
De cada homem em cada esquina
Pois quando a noite acaba
E os cigarros se apagam
Já não lhe restam afagos
Então seu corpo cansado
Logo regressa ao meu quarto
E me barganha um abraço
Resisto, magoado
Mas quase sempre me entrego
Ao seu amor insensato
Sou um tolo, meu amor -
Mas todo tolo descobre
O valor de seu ouro
Realmente, que pena -
Vale menos que a pena
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Para Uma Certa Menina.
Um dia você vai se cansar
Das goladas e tragadas
Pois no frio da noite
Seus amores inúteis
Não lhe aquecem como antes.
Nem todo o álcool do mundo;
E o tabaco de Cuba
Acalmam sua loucura.
Já não há paixão de noite
Ou sabor ácido de doce
Capaz de lhe apaziguar.
Quando esse dia chegar,
Estarei lá.
Iremos nos entrelaçar
Em um balé tântrico
Você vai se entregar inteira
E com um toque em seu cabelo
Domarei todos os seus medos
Pois no calor do meu zelo
Nunca mais vai precisar
Ter medo de amar.
Das goladas e tragadas
Pois no frio da noite
Seus amores inúteis
Não lhe aquecem como antes.
Nem todo o álcool do mundo;
E o tabaco de Cuba
Acalmam sua loucura.
Já não há paixão de noite
Ou sabor ácido de doce
Capaz de lhe apaziguar.
Quando esse dia chegar,
Estarei lá.
Iremos nos entrelaçar
Em um balé tântrico
Você vai se entregar inteira
E com um toque em seu cabelo
Domarei todos os seus medos
Pois no calor do meu zelo
Nunca mais vai precisar
Ter medo de amar.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Minha Estupidez Que Não Conhece Limites.
De que valem estes panos;
Que valor tem meu trabalho?
Sou falho -
Naquilo que me compete.
Falho em ser homem -
O que me falta em coragem
Abunda em sentimento.
Que valor tem meu suor?
De que vale o meu labor?
Eu não tenho o valor
Que é digno ao homem.
Minha estupenda estupidez
Me estupefata profundamente -
Sequer sou capaz
De tentar.
E já que não posso tê-la;
Devo me contentar em vê-la
Nos braços de outro qualquer.
Que valor tem meu trabalho?
Sou falho -
Naquilo que me compete.
Falho em ser homem -
O que me falta em coragem
Abunda em sentimento.
Que valor tem meu suor?
De que vale o meu labor?
Eu não tenho o valor
Que é digno ao homem.
Minha estupenda estupidez
Me estupefata profundamente -
Sequer sou capaz
De tentar.
E já que não posso tê-la;
Devo me contentar em vê-la
Nos braços de outro qualquer.
Drama
Depois das seis e meia
Sempre tem lotação lotada -
Regressam aos seus barracos;
Festiam feijão com arroz.
Depois das oito e meia
Sempre tem a procissão -
Embebedam-se do destilado
Do suor de sua labuta.
Nessas faces calejadas
Secaram-se as mágoas -
Fecharam-se as cortinas;
Não há tempo para drama.
Tal luxo é reservado apenas
Aos poucos que muito tem -
Sem nunca ter o bastante
Para quietar sua inquietação.
Sempre tem lotação lotada -
Regressam aos seus barracos;
Festiam feijão com arroz.
Depois das oito e meia
Sempre tem a procissão -
Embebedam-se do destilado
Do suor de sua labuta.
Nessas faces calejadas
Secaram-se as mágoas -
Fecharam-se as cortinas;
Não há tempo para drama.
Tal luxo é reservado apenas
Aos poucos que muito tem -
Sem nunca ter o bastante
Para quietar sua inquietação.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Pai
Não lhe odeio, progenitor -
Muito menos te amo.
Não desejo-lhe mal -
Mas não interessa-me seu bem.
A ti sou profundamente ingrato.
Deu-me o dom da vida
A um alto custo -
Serei para sempre
O filho do meu encosto.
Muito menos te amo.
Não desejo-lhe mal -
Mas não interessa-me seu bem.
A ti sou profundamente ingrato.
Deu-me o dom da vida
A um alto custo -
Serei para sempre
O filho do meu encosto.
Despedida
Fujo de lá
Tão abrupto
Quanto cheguei
Deixo pra trás
Infinitos adeus -
Todos calados.
Ao meu grande amigo -
Um capuccino.
A todos os outros
Muito amor e carinho
À minha querida,
Uma lágrima contida.
Suas ruas floridas
Muito me fazem falta.
Gosto muito de você,
Curitiba.
Tão abrupto
Quanto cheguei
Deixo pra trás
Infinitos adeus -
Todos calados.
Ao meu grande amigo -
Um capuccino.
A todos os outros
Muito amor e carinho
À minha querida,
Uma lágrima contida.
Suas ruas floridas
Muito me fazem falta.
Gosto muito de você,
Curitiba.
Se lá estou
Se lá estou
Cá quero estar
Se me der amor
Logo quero uma paixão
Nesse pique vou-me indo
Sem sair do lugar
Nesse pique picado
Rimando sem rimar
Pra ver se algum dia
Chego a sair do lugar
Cá quero estar
Se me der amor
Logo quero uma paixão
Nesse pique vou-me indo
Sem sair do lugar
Nesse pique picado
Rimando sem rimar
Pra ver se algum dia
Chego a sair do lugar
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Heroína.
Acenda esse fogo
E me deixe queimar
A agulha perfura;
Inunda minha mente.
Minha sanidade se vai -
E já vai tarde.
Meus amores regressam
A esse corpo sem mente
Vejo uma luz
Não tento escapar.
Me entrego ao êxtase -
em vão.
Quem é essa que puxa-me
De volta pra vida?
Quem me nega o alívio
De não ter que viver?
E me deixe queimar
A agulha perfura;
Inunda minha mente.
Minha sanidade se vai -
E já vai tarde.
Meus amores regressam
A esse corpo sem mente
Vejo uma luz
Não tento escapar.
Me entrego ao êxtase -
em vão.
Quem é essa que puxa-me
De volta pra vida?
Quem me nega o alívio
De não ter que viver?
Ciência.
Não deixe que sua ciência
Seja domada pela Ciência
Não permita corromperem
Sua doce inocência
Creia.
Seja no freira
Seja no Rei
Só não deixe que tirem
Sua doce inocência.
Seja domada pela Ciência
Não permita corromperem
Sua doce inocência
Creia.
Seja no freira
Seja no Rei
Só não deixe que tirem
Sua doce inocência.
Excedente.
Décimo sétimo excedente -
Excederam-se os limites
Da minha incompetência
Diga-me:
De que valem os sonhos
De um futuro indigente?
Excederam-se os limites
Da minha incompetência
Diga-me:
De que valem os sonhos
De um futuro indigente?
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