Nesse canto qualquer de asilo
Lembro meus anos de brilho.
Tantas memórias folheadas
À ouro, café e lágrima
Faltou-me a intrepidez
De me entregar inteiro -
Nunca tive o arrojo
De roubar-lhe um beijo
Amei todas de longe, calado -
Não sei como é ser amado
Não era bonito, mas mesmo assim
Não haviam mil garotas afim
Nunca fui sentimental
Muito menos racional
Nunca fui reacionário
Antes fosse conformado
Com o que me foi dado -
Uma jóia de ouro maciço
Mas cuidado, meu amigo
Por debaixo desse brilho
Há a dor de uma vida
Que não fora vivida
Um comentário:
estou com inveja do seu retorno literário, TÁ ARRASANDO
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