Depois das seis e meia
Sempre tem lotação lotada -
Regressam aos seus barracos;
Festiam feijão com arroz.
Depois das oito e meia
Sempre tem a procissão -
Embebedam-se do destilado
Do suor de sua labuta.
Nessas faces calejadas
Secaram-se as mágoas -
Fecharam-se as cortinas;
Não há tempo para drama.
Tal luxo é reservado apenas
Aos poucos que muito tem -
Sem nunca ter o bastante
Para quietar sua inquietação.
Um comentário:
Um lágrima escorreu no canto do meu olho direito depois que li este poema. Tirando essa brincadeira, posso dizer que é um excelente poema, parabens!
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